domingo, 5 de janeiro de 2014

Dividas – “O Devorador Sou Eu!”



O ano mal começa e já nos deparamos com aquela coisa que “adoramos”, dívidas. Dívidas trazidas do ano anterior, outras nascidas compulsoriamente no ano que acaba de se revelar. Algumas impossíveis de se não fazer, enquanto outras, até poderiam ser dribladas facilmente, mas preferimos convidá-la a cear conosco. (rsrs)

Começam as especulações. Coisa do devorador! Não fostes fiéis nos dízimos e ofertas! Sua vida está em pecado! E por ai vai. Milhões de motivos são sugeridos, exceto o óbvio, má administração. Preferimos arrumar motivos que nos absorva da responsabilidade de gerenciarmos nossas finanças com sabedoria. Mas se por um segundo permitíssemos ser honestos com nós mesmos, veríamos que realmente existe um devorador e ele não é ninguém mais que “EU”. Eu que compro sem ter dinheiro para pagar. Eu que quero ter o que não me cabe ter. Eu que ganho 100 e gasto 150. (Na melhor das hipóteses). Eu que compro o que não preciso e pego empréstimos para pagar o que realmente me é necessário. Prazer, meu nome é Devorador!

Não quero perder meu tempo falando aqui de dízimos e ofertas. O que eu tinha pra falar sobre isso já falei em outro texto meu. Não tenho intensão de ficar rebatendo argumentos religiosos sobre Malaquias 3, aqui estou apenas falando de ação e reação, causa e efeito. Se gerencio mal minhas finanças, é óbvio que vou me endividar. Não tem dízimo no mundo que cubra má administração do “dizimista”.

Para os que gostam de frases de auto ajuda pra ficar falando pra si mesmos pra não esquecer, segue uma: “Eu só posso ter o que eu posso ter”. Se você viver isso, desafio você ficar endividado. O problema que “eu só posso ter o que eu posso ter” incomoda. As pessoas não querem viver com o que tem, sempre querem mais. A questão não é viver na mesmice o resto da vida sem ambição de uma vida melhor. O que estou falando é ter o bom senso de gastar apenas o que se tem. Lutar pra conquistar mais, porém, até que se tenha mais, viva com o que tem hoje. “Sedes fiéis no pouco e no muito te colocarei”. O evangelho não é místico ele é simples é palpável. Quer ter uma vida melhor? Lute pra ter! Trabalhe, estude, cresça e então alcançaras o seu objetivo. Mas se hoje ainda não atingiu o ápice da vida que sonhas ter, então viva com o que tem e deixe para gastar “o que não tem” quando “tiver”.

Não procure as respostas certas com perguntas erradas. Assuma suas responsabilidades como administrador do seu lar e da sua vida. Tenha a humildade de ser fiel com o que tem, fazendo o melhor com o que te foi dado. Você daria a presidência da sua multinacional para o seu filho que está quase fechando um padaria por mal administração? Tem gente que ganha dez mil e vive pagando cartão com outro cartão. Tem gente que ganha cinco mil por mês, mas tem uma vida de oito, se diz ser um dizimista fiel” que dá 20% dos cinco mil que ganha e não sabe porque não é abençoado. Sempre as perguntas erradas! Só enxerga a porcentagem de dizimo que (barganhou) mas o padrão de vida vivido que não condiz com sua renda, nem de longe foi considerado.

Sei que alguns ao lerem esse texto vão pensar que a causa disso tudo é fruto das “teologias da prosperidade”, “atos proféticos”, entre outro, mas também não quero perder meu tempo com isso. Sim, essas coisas contribuem para a exacerbação dos fatos, mas ainda estaríamos fazendo as velhas perguntas erradas. A causa de todo esse mal é não vivermos o evangelho. Vive-se muito a religião, mas o evangelho pra muitos é apenas uma estória que já se ouviu falar. Quando aceitarmos o evangelho e não as crenças, teremos autonomia suficiente no Espírito do evangelho para não nos perdermos em “teologias de prosperidades”, “atos proféticos” e “Malaquias 3”.

Não sou economista, administrador ou contador, sou penas um cara que já errou muito e aprendeu que não é a quantidade de dinheiro que você tem que te faz bem sucedido nas finanças e sim o que você consegue fazer com ele. Aprendi no evangelho que quando sou fiel no pouco e feliz, o próprio pouco se torna muito e quando esse “muito” chega, este é tratado como “pouco” e fiel se é nesse “pouco” como fiel se foi no outro que se tornou-se “muito”.

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