O
ano mal começa e já nos deparamos com aquela coisa que “adoramos”, dívidas. Dívidas trazidas do ano anterior, outras
nascidas compulsoriamente no ano que acaba de se revelar. Algumas impossíveis
de se não fazer, enquanto outras, até poderiam ser dribladas facilmente, mas
preferimos convidá-la a cear conosco. (rsrs)
Começam
as especulações. Coisa do devorador! Não fostes fiéis nos dízimos e ofertas!
Sua vida está em pecado! E por ai vai. Milhões de motivos são sugeridos, exceto
o óbvio, má administração. Preferimos
arrumar motivos que nos absorva da responsabilidade de gerenciarmos nossas
finanças com sabedoria. Mas se por um segundo permitíssemos ser honestos com
nós mesmos, veríamos que realmente existe um devorador e ele não é ninguém mais
que “EU”. Eu que compro sem ter dinheiro para pagar. Eu que quero ter o que não
me cabe ter. Eu que ganho 100 e gasto 150. (Na melhor das hipóteses). Eu que compro
o que não preciso e pego empréstimos para pagar o que realmente me é
necessário. Prazer, meu nome é Devorador!
Não
quero perder meu tempo falando aqui de dízimos e ofertas. O que eu tinha pra
falar sobre isso já falei em outro texto meu. Não tenho intensão de ficar
rebatendo argumentos religiosos sobre Malaquias 3, aqui estou apenas falando de
ação e reação, causa e efeito. Se gerencio mal minhas finanças, é óbvio que vou
me endividar. Não tem dízimo no mundo que cubra má administração do “dizimista”.
Para
os que gostam de frases de auto ajuda pra ficar falando pra si mesmos pra não
esquecer, segue uma: “Eu só posso ter o que eu posso ter”. Se você viver isso,
desafio você ficar endividado. O problema que “eu só posso ter o que eu posso
ter” incomoda. As pessoas não querem viver com o que tem, sempre querem mais. A
questão não é viver na mesmice o resto da vida sem ambição de uma vida melhor.
O que estou falando é ter o bom senso de gastar apenas o que se tem. Lutar pra
conquistar mais, porém, até que se tenha mais, viva com o que tem hoje. “Sedes fiéis no pouco e no muito te colocarei”.
O evangelho não é místico ele é simples é palpável. Quer ter uma vida melhor? Lute
pra ter! Trabalhe, estude, cresça e então alcançaras o seu objetivo. Mas se
hoje ainda não atingiu o ápice da vida que sonhas ter, então viva com o que tem
e deixe para gastar “o que não tem” quando “tiver”.
Não
procure as respostas certas com perguntas erradas. Assuma suas responsabilidades
como administrador do seu lar e da sua vida. Tenha a humildade de ser fiel com
o que tem, fazendo o melhor com o que te foi dado. Você daria a presidência da
sua multinacional para o seu filho que está quase fechando um padaria por mal administração?
Tem gente que ganha dez mil e vive pagando cartão com outro cartão. Tem gente
que ganha cinco mil por mês, mas tem uma vida de oito, se diz ser um dizimista fiel” que dá 20% dos cinco mil que ganha e não sabe porque não é abençoado. Sempre as perguntas erradas! Só enxerga a porcentagem de dizimo que
(barganhou) mas o padrão de vida vivido que não condiz com sua renda, nem de
longe foi considerado.
Sei
que alguns ao lerem esse texto vão pensar que a causa disso tudo é fruto das “teologias
da prosperidade”, “atos proféticos”, entre outro, mas também não quero perder
meu tempo com isso. Sim, essas coisas contribuem para a exacerbação dos fatos,
mas ainda estaríamos fazendo as velhas perguntas erradas. A causa de todo esse mal é
não vivermos o evangelho. Vive-se muito a religião, mas o evangelho pra muitos é
apenas uma estória que já se ouviu falar. Quando aceitarmos o evangelho e não as
crenças, teremos autonomia suficiente no Espírito do evangelho para não nos
perdermos em “teologias de prosperidades”, “atos proféticos” e “Malaquias 3”.
Não
sou economista, administrador ou contador, sou penas um cara que já errou muito
e aprendeu que não é a quantidade de dinheiro que você tem que te faz bem
sucedido nas finanças e sim o que você consegue fazer com ele. Aprendi no
evangelho que quando sou fiel no pouco e feliz, o próprio pouco se torna muito
e quando esse “muito” chega, este é tratado como “pouco” e fiel se é nesse “pouco”
como fiel se foi no outro que se tornou-se “muito”.
